A coesão alvinegra


Costumamos dizer que no futebol o trabalho de uma comissão técnica ou diretoria deve ser executado esperando resultados de longo prazo, que o técnico deve ter tempo para que sua mentalidade de jogo seja absorvida pelos jogadores. E o principal: a base de jogadores com a espinha dorsal de um time titular deve ser mantida na virada de uma temporada, possibilitando o alcance da cobiçada coesão.

Isso no futebol brasileiro sempre foi posto em segundo plano. A nossa cultura é de cobrar os resultados no prazo mais curto possível. Caio Jr., no Grêmio, pode ser um exemplo da cobrança burra praticada aqui. Felizmente alguns clubes parecem ter mudado essa mentalidade, buscando apenas reforços necessários. Destaco nessa virada de ano Corinthians, Botafogo, Internacional, Fluminense e, claro, Santos.

A manutenção de um time e da comissão técnica de um clube passa por vários processos. Um deles é fazer a torcida entender que a evolução de um time não será atrapalhada por duas derrotas em um campeonato no qual todos os torcedores sabem que sua equipe estará na fase final. Reforços só chegarão se realmente forem necessários, ou seja, as chamadas contratações “pontuais”.

No Santos, as três primeiras rodadas do Campeonato Paulista serviram para testes com os reservas, o que foi anunciado desde o ano passado. E sim, o time que jogou as três primeiras rodadas conseguiria a classificação até com certa facilidade em um campeonato inchado como o estadual de São Paulo.

Apesar da crítica aos zagueiros, apenas a ala direita, após a saída de Danilo, preocupava a diretoria, posição essa que com a chegada do uruguaio Fucile, vindo do Porto, volta a ter um jogador considerado titular. Na lateral esquerda era necessário um jogador que cobrisse a função do veterano Léo, sabendo que ele perderá partidas ao longo do ano e em muitas será poupado. A contratação quase certa de Gerson Magrão e a evolução da promessa Emerson cobrirão a lacuna na reserva do camisa 3.

O Santos possui, sim, um elenco top 5 no Brasil, com dois jogadores que elevam muito o padrão de jogo da equipe. O time titular está indo para o terceiro ano seguido com a sua base na defesa mantida (não sei se é motivo para comemorar). Jogadores considerados como peça-chave no meio campo e fazem um papel importantíssimo no jogo da equipe não foram negociados. Todos estão entrosados e conhecem o plano tático do seu técnico.

O time da baixada conseguirá ser tricampeão paulista e tetra da Libertadores? Não possuo bola de cristal, mas garanto que o Santos está no caminho certo para concretizar seu favoritismo em tais competições pelo terceiro ano seguido. No entanto, assim como o alvinegro, existem equipes que também se mostraram competentes em planejar o ano como um todo, se qualificando ao status de favoritas para os mesmos torneios disputado pelo glorioso.

Pode até ser clichê, mas vale relembrar que no futebol, e nos esportes em geral, só uma equipe sai vencedora em cada competição. Cabe aos torcedores cobrarem na hora certa e entenderem que há um planejamento que está sendo posto em prática por técnico, dirigente e jogadores.



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André Luiz Velloso em 31 de janeiro de 2012 às 16:18

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P. L. F. V. em 31 de janeiro de 2012 às 16:25

O Santos realmente tem um time muito bom e uma ótima base mantida. Certamente irá obter sucesso neste ano também.

gmattiollo em 31 de janeiro de 2012 às 16:47

Manter um elenco, uma base uma estrutura é essencial, mas por diversos fatores nenhum clube no Brasil consegue fazer isso muito bem, infelizmente. O Santos até está tentando...

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